Servidores da Subsecretaria de Atendimento Socioeducativo (Suase) e adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa foram homenageados, em cerimônia virtual realizada na tarde desta quinta-feira (16/7), pela produção de quase 30 mil máscaras de proteção à covid-19. Os itens estão sendo confeccionados desde abril por servidores, técnicos e 45 adolescentes, em dez unidades socioeducativas do Estado. Os jovens aprenderam a costurar nos locais onde cumprem medidas de internação, com servidores que também receberam homenagens no evento.

Os adolescentes e os servidores receberam certificados de agradecimento, na cerimônia que contou com a presença de autoridades da Suase, da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp); da Defensoria Pública; da Vara Infracional da Infância e Juventude; e do Ministério Público.

Para o subsecretário de Atendimento Socioeducativo, Bernardo Naves, a produção das máscaras tem um sentido muito especial e importante. “É uma ação benéfica para todos, uma sinergia que engrandece cada um dos envolvidos. O mérito é todo dos servidores e adolescentes. Agradecemos a todos por esse empenho”, exalta.

A primeira unidade socioeducativa de Minas Gerais a produzir máscaras foi a de Sete Lagoas, na Região Central, e a mais recente a fazer parte da relação de unidades produtoras é a de Uberaba. Nas oficinas de produção atuam jovens acima dos 16 anos, que operam as 34 máquinas de costura em funcionamento nos centros socioeducativos.

O superintendente de Atendimento ao Adolescente, Guilherme Rodrigues Oliveira, lembra que em momentos de dificuldade os atos de solidariedade se mostram mais relevantes. “Este evento objetiva agradecer e prestigiar todos aqueles que, de forma voluntária, se dedicaram a ajudar na proteção de pessoas em situação de risco. Cada unidade envolvida se tornou uma fábrica de cidadania. O projeto ganhou dimensão".

As máscaras são utilizadas em 15 unidades socioeducativas, no Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Autor de Ato Infracional (CIA-BH); nas DOPCADs de Santa Luzia e Contagem; no setor de Oncologia do Hospital Nossa Senhora das Graças e na Vila Vicentina, ambos em Sete Lagoas; e ainda por servidores do Núcleo Gerencial da Suase.

A produção das máscaras tem, prioritariamente, um objetivo pedagógico e transformador. Não se trata de uma linha de produção industrial, apesar da qualidade das peças e de os jovens terem conseguido atingir números expressivos.

A promotora de justiça Danielle de Guimarães Germano Arlé, do Ministério Público do Estado de Minas Gerais, disse que a justiça restaurativa está sendo praticada no sistema socioeducativo. “Quando vejo essas máscaras sinto orgulho. Vocês não são o ato que praticaram”, declarou para os jovens.

Texto: Bernardo Carneiro

Fotos: Divulgação Sejusp