Somente em 2025, mais de 2,3 mil celulares foram bloqueados. Nos cinco dias de festa, 87 bloqueios foram realizados e mais de 400 solicitações realizadas
A Central de Bloqueio de Celulares (Cbloc), serviço disponibilizado pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp MG), é mais uma ferramenta que busca auxiliar e contribuir para a segurança dos foliões durante o Carnaval em Minas Gerais. Em funcionamento desde 2018, 24 horas por dia, sete dias por semana, permite com que os cidadãos que, porventura, tiverem seus celulares furtados ou roubados possam solicitar o bloqueio dos aparelhos de forma simples, rápida e segura.

Por meio da plataforma, o folião consegue solicitar o bloqueio do dispositivo utilizando o número de telefone ou o IMEI; basta acessar o site www.cbloc.seguranca.mg.gov.br. Também é possível o acesso por meio do aplicativo MG APP, que está disponível para Android e iOS. Dentro da plataforma, o acesso ocorre através da guia “Segurança Pública”.
O superintendente de Integração e Planejamento Operacional, Bernardo Naves, explica que este é um dos diferenciais da Central. “É muito fácil bloquear, pois a pessoa não precisa saber o IMEI e sim apenas o número do telefone, o que todos nós sabemos. O mesmo ocorre com o desbloqueio, caso o aparelho seja encontrado”, afirma.
Para realizar a solicitação é preciso informar dados pessoais como nome, CPF e e-mail do solicitante, além de informações como estado e município em que aconteceu o furto/roubo, marca e quantidade de chips do aparelho e o número do boletim de ocorrência. Importante destacar que é necessário o boletim de ocorrência para a concretização do bloqueio.
Somente em 2025, mais de 4,2 mil solicitações de bloqueios foram realizadas e mais de 2,3 mil celulares foram bloqueados. Já no período de Carnaval (1º a 5º de março de 2025), 481 solicitações foram feitas e 87 bloqueios realizados.
Além da proteção dos dados pessoais, a plataforma contribui, também, com a Segurança Pública, pois, após o travamento de todo o sistema do aparelho, que gera um apagão, o celular tem menos valor de mercado no mundo do crime. A receptação é desincentivada.
"Estamos preparados e atuando em várias frentes para impedir que o crime aconteça. Por isso, ferramentas como a Cbloc são tão importantes. Impedem que o aparelho vire moeda de troca", conclui o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco.
Acesse o vídeo e saiba como bloquear o seu aparelho: https://www.youtube.com/watch?v=kSlAurcHrqY
Texto: Lara Nassif
Foto: Divulgação Sejusp